A Black Friday é um evento comercial no qual os lojistas realizam uma série de promoções para atrair compradores. Essa estratégia de vendas surgiu nos Estados Unidos, e tem relação com o feriado do Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day), já que acontece na quarta sexta-feira do mês de outubro, no dia seguinte a este feriado. A data se popularizou no país norte-americano e virou sinônimo de produtos a preços absurdamente acessíveis. O sucesso da ação para os lojistas de outros lugares do mundo e se espalhou para os países vizinhos.

No Brasil, a Black Friday chegou de vez no ano de 2010, sendo que de início, envolvia apenas lojas virtuais. Os supermercados passaram a oferecer descontos nas lojas físicas, e assim, incentivou estabelecimentos menores e de outros ramos a promoverem liquidações. Assim, em 2012, grandes lojas começaram a participar.

A chegada do evento em nosso país foi recheada de críticas, já que muitas lojas ofereciam falsos descontos. De toda forma, a data foi consolidada como um momento de compras para os consumidores brasileiros também. Em 2019, os lojistas brasileiros registraram um faturamento de R$ 3,2 bilhões. Atualmente, pode-se dizer que todas as grandes marcas adotaram o período de promoções e o evento se popularizou, sendo aguardado pelos brasileiros meses antes.

De acordo com uma pesquisa da Offerwise encomendada pelo Facebook, o número de pessoas que pretendem comprar algo na data será 29% maior do que no ano passado. A pesquisa aponta para uma preferência dos consumidores por compras online. Enquanto 57% das respostas na pesquisa feita em 2020 preferem comprar pela internet, apenas 41% dos respondentes consideram as lojas físicas como o melhor canal de venda. Além disso, dos 400 brasileiros entrevistados, 77% devem usar seus smartphones como principal canal de compra em 2021, contra 53% no ano passado.

O estudo “Black Friday 2021”, realizado pela unidade de pesquisa da área de publicidade do UOL, 9 em cada 10, ou seja, 92% dos brasileiros, pesquisam por preços de produtos e serviços antes de realizar as compras na “Black Friday”. Sendo que a antecedência chega a ser de 2 meses ou mais em 57% dos consumidores, ou 1 mês para 21% dos casos.

O levantamento do UOL também mapeou as intenções de compra dos brasileiros para a data. Dos participantes, 67% pretendem comprar na Black Friday este ano, sendo que, em 2020, o índice de intenção de compra era de 69%. Porém, ao se considerar exclusivamente os entrevistados que declararam que compraram no ano passado, o índice de intenção para adquirir novos itens na data deste ano sobe para 89%.

Além disso, o levantamento analisou os principais fatores que influenciam na hora de realizar uma compra online, além do preço. São eles: valor do frete ou frete grátis (55%), prazo de entrega (29%), credibilidade ou segurança do site ou aplicativo (27%), cashback (25%) e facilidade no pagamento (24%).

As categorias de itens e serviços que despontam na preferência de compra são: smartphones (46%), eletrônicos (43%), eletrodomésticos e informática (ambos com 35%). Por conta da flexibilização das regras de isolamento social durante a pandemia, ainda foi possível observar um aumento de 4% na intenção de compra de viagens, passagens e hospedagens na Black Friday deste ano em relação à edição do ano anterior.

Entre os consumidores que pretendem comprar na Black Friday de 2021, 47% o farão apenas pela internet (6% a mais em relação ao ano anterior), 15% comprarão por lojas físicas (ou 4% a mais em relação a 2020) e 38% afirmam que usarão tanto a internet quanto lojas físicas. Os números, apesar de indicarem uma preferência pela internet, ainda sim revelam uma possível retomada das compras feitas presencialmente.

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