Comércio varejista ainda precisa de loja física?

Estudo da Abcomm mostra que 51% do mercado está nas mãos de redes varejistas conhecidas pelas unidades de ruas e em shoppings centers.

O futuro do varejo é digital, correto? Segundo pesquisa recente da Associação Brasileira do Comércio Eletrônico, não. Foi concluído que empresas tradicionais do varejo, como Magazine LuizaCasas Bahia e Walmart, vendem mais na internet do que as que nasceram como e-commerces, como SubmarinoNetshoes e Privalia.

As lojas tradicionais que entraram no e-commerce posteriormente são responsáveis por 51% vendas, com faturamento de R$ 27 bilhões em 2018, 12% acima do ano anterior. “A força das marcas das varejistas tradicionais é um ponto a favor delas em relação às que são apenas digitais”, diz o economista Marco Castro de Sá (especialista em varejo e marketing digital na Fundação Getúlio Vargas).

O mesmo estudo da Abcomm constatou que o número de brasileiros que fizeram compras online subiu 6,4% no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

De acordo com a entidade, o comércio eletrônico deve atingir um volume de vendas de R$ 79,9 bilhões em 2019. Caso essa projeção se cumpra, o montante vai representar um crescimento de 16% quando comparado com o resultado atingido em 2018 pelas lojas virtuais do país, e o melhor desempenho anual desde 2015. Segundo a ABComm, as micro e pequenas empresas devem aumentar sua participação no faturamento, atingindo 29%.

Créditos: Abcomm

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