De acordo com levantamento divulgado na quinta feira (9) pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), em julho deste ano, em comparação com junho, o consumo das famílias brasileiras aumentou 4,84%. O resultado contempla todos os formatos de loja do setor – atacarejo, supermercado convencional, loja de vizinhança, hipermercado, minimercado e e-commerce.

Segundo o vice-presidente institucional da ABRAS, Marcio Milan, o crescimento de junho a julho se deve a um conjunto de fatores, como o pagamento R$ 5,5 bilhões da quarta parcela do Auxílio Emergencial, que beneficiou 26,7 milhões de famílias. Outro fator que também ajudou a impulsionar o índice foi a distribuição de R$ 1,23 bilhão pelo Bolsa Família para as famílias não elegíveis a receber o Auxílio Emergencial. Além disso, Milan destacou a geração de 50.977 postos de trabalhos gerados no setor em julho e o avanço da vacinação. O crescimento sólido e constante do setor contribuiu para o aumento do índice. Em julho, 21 novas lojas foram inauguradas, 42 foram reinauguradas e 13 passaram por algum tipo de transformação para o melhor atendimento do consumidor.

Não foi apenas o setor de supermercados que teve alta em julho. De acordo com o Monitoramento de Mercado ABRASCE – Índice Cielo de Varejo em Shoppings Centers (ICVS-ABRASCE) – em julho a receita nominal de vendas subiu em 100,9% em relação a julho de 2020.

Quando comparado ao pré-pandemia, a atividade dos shoppings continua recuperando gradualmente os volumes de vendas antes da pandemia da covid-19. Nas lojas de rua, o aumento verificado de 17,1% em julho em comparação com o ano anterior. Os shoppings também registraram um aumento no ticket médio de julho (R$ 140,95) em relação ao mesmo intervalo de 2020 (R$ 125,88).

As regiões Sudeste (205,2% nominal ou 180,0% real) e o Nordeste (109,8% nominal ou 92,5% real), continuam com taxas de crescimento nominais superiores a 100%, influenciados pelas bases mais deprimidas no ano passado (-79,5% nominal no Sudeste e -82,2% nominal no Nordeste). Além disso, as demais regiões também apresentaram robusto crescimento em julho, mesmo que em ritmo menor que o Sudeste e o Nordeste. Enquanto no Centro-Oeste houve crescimento nominal de 94,0% (ou 78,0% real), seguido pelo Sul com alta de 93,5% (ou 77,5% real) e o Norte, com alta mais modesta de 56,0% (ou 43,1% real).

Ao analisar o período pré-pandemia, percebe-se que o Sudeste apresentou redução de 19,3% em julho (após -27,9% em junho), o Sul uma queda de apenas 1,7% (após -7,4% em junho) e o Centro-Oeste queda de 13,0% (após -17,3% em junho). Enquanto para o Norte e o Nordeste, o desempenho continua superior ao mesmo período de 2019, com crescimento em julho de 9,3% ao Nordeste e de 21,5% ao Norte.

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