E-commerce brasileiro expande em 2021

O e-commerce brasileiro fechou o primeiro semestre de 2021 com crescimento histórico nas vendas. O MasterCard SpendingPulse, um indicador macroeconômico de vendas no varejo, afirma que houve uma evolução de 91,6% de ano após ano para o primeiro trimestre de 2021. Impulsionado pelas regras de distanciamento social, impostas por conta da pandemia do novo coronavírus, o mês de março registrou expansão de 84,7% no comparativo com o mesmo mês no ano anterior. Em 2020, no mesmo período, os setores que vivenciaram as expansões mais significativas no país foram o de eletrônicos (+134,1%) e farmácia (102,4%).

De acordo com a gerente geral da Mastercard Brasil, Estanislau Bassols, essa expansão no mercado está diretamente alinhada com o atual cenário de digitalização da indústria: “Após um ano em que o cenário pandêmico acelerou toda a digitalização da indústria, pudemos ver, no primeiro trimestre, um crescimento histórico no e-commerce, nunca visto em um período de 10 anos. Esses dados reforçam a contínua e crescente preferência dos consumidores por novas tecnologias e pelo consumidor online.”

No primeiro trimestre de 2021, as vendas online de roupas e acessórios cresceram 23%, dando grande destaque a itens esportivos, que apesar de terem uma queda significativa no início da pandemia, aumentou 127%. O segmento de casa e decoração também expandiu. Por conta da pandemia, as vendas de cadeiras de escritório cresceram 142% e as de escrivaninha 125%, além de itens de decoração, que aumentaram 28%. Outro setor que teve um crescimento considerável foi o de eletrônicos, que de acordo com a Criteo, a venda de notebook aumentou 666% e a de tablets 492%. Por fim, itens relacionados a entretenimento também registraram aumento nas vendas, sendo de videogames 412% e de televisores 248%. Por outro lado, o varejo físico registrou queda de -4,4% no primeiro trimestre, e -7% em março.

A pandemia obrigou o mundo a acelerar o avanço tecnológico, e com isso, mais de 150 mil lojas virtuais foram abertas no Brasil durante o segundo e terceiro trimestres de 2020, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Apesar das projeções do e-commerce no Brasil para 2021 serem bastante otimistas, os varejistas devem ficar atentos às tendências de mercado e tecnológicas para garantir uma boa experiência ao seu consumidor e sucesso ao seu negócio.

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