GPA ganha R$1,2 BI com venda de ativos

O Grupo Pão de Açucar (GPA) concretizou ontem, dia 01/09/2020, o processo de venda de ativos para reduzir a sua alavancagem, somando 39 imóveis vendidos por R$ 1,18 bilhão em um período de quatro meses.

Nas negociações dos 39 imóveis, foram acordados contratos de venda de locação com o GPA, que recebe os recursos no caixa, mas passa a pagar aluguel pelas unidades. Em notas explicativas do balanço do segundo trimestre, para operações anunciadas até junho, a empresa informava que a locação tinha prazo de 15 anos, renováveis por um mesmo período.

Na primeira estapaforam cinco unidades vendidas em maio, sete lojas na segunda etapa em junho, 16 na terceira fase em julho de 2020 e agora, 11 lojas em agosto. Em dezembro de 2019, a empresa informou venda de outras seis lojas Pão de Açúcar para a Rio Bravo Investimentos por R$ 92 milhões.

A dívida líquida passou de R$ 10,8 bilhões de janeiro a março para R$ 9,2 bilhões de abril a junho.

A dívida da empresa aumentou principalmente por conta da captação de recursos destinados à aquisição do grupo colombiano Éxito, controlado pelo GPA desde 2019, após uma simplificação de estruturas do controlador Casino na América Latina.

Segundo o GPA em comunicado ao mercado

“Essas vendas têm como objetivo, contribuir com a redução da alavancagem da Companhia, bem como financiar as oportunidades de crescimento rentável, destacando-se o plano de rápida expansão da bandeira Assaí”,

Em fevereiro, o diretor financeiro Christophe José Hidalgo, disse que o GPA queria vender mais de R$ 3 bilhões em ativos não fundamentais. Hidalgo citou ativos imobiliários, postos de gasolina e até mesmo operações na Argentina ou no Uruguai como possíveis vendas.

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