Marcas próprias têm a preferência

Uma tendência que vinha acontecendo no varejo está se concretizando, neste ano: o brasileiro está comprando mais produtos de marcas próprias. Em abril, as vendas desse segmento aumentaram 10% em comparação com abril do ano passado.
As commodities como leite, arroz, café e feijão tiveram um crescimento maior ainda. Aumentaram 32,6% no período. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Nielsen, em parceria com a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro).
A pandemia teve papel significativo na opção pelas marcas próprias. Mas não foi só. Segundo Neide Montesano, a presidente da Abmapro, “Essa expansão se consolidou como uma tendência desde o início do ano, mas é certo que a pandemia acelerou o processo”.
Ela explica que, tradicionalmente, os produtos de marca própria custam em média 30% menos do que seus similares da marca líder. Logo, é natural que no momento de crise, com as famílias se reestruturando financeiramente, a opção pela marca própria seja um jeito para economizar.

Mas ao consumidor optar pela marca própria por conta do preço, ele faz uma troca segura, pois por trás da marca está um varejista que não quer perder o valor que construiu.

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