Reabertura do comércio no Brasil

Uma das principais discussões em meio à pandemia do novo coronavírus é em relação a reabertura do comércio. Porém, apenas uma coisa é certa: não há certeza sobre como será a retomada das atividades, muito menos sobre uma data para que as lojas voltem a abrir.

Enquanto isso, o Brasil vê outros países que tiveram diminuição na curva de contaminação reabrirem lojas e restaurantes novamente. Alemanha, Nova Zelândia e até a Itália.

Em relação aos shopping centers do Brasil, a situação não anima. Com apenas 12% dos lojistas de shopping centers no Brasil estão com as portas apertas.

Desde o começo do isolamento social, os lojistas apontam prejuízo estimado em R$ 27 bilhões pela entidade que representa o setor, a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping). Cerca de 300 mil postos de trabalho devem ser fechados nas lojas em shoppings.

Segundo o presidente da Alshop, Nabil Shayoun, a reabertura dos shoppings em cidades menos afetadas pelo coronavírus, deve ser feita. Porém de maneira cautelosa e seguindo novos padrões de higiene e horários.

“Entendemos que esta é uma situação insustentável. Quem administra e analisa com bom senso não pode usar a mesma da capital para o interior. São situações completamente diferentes”

De acordo com Shayoun, a abertura em grandes centros, onde a crise é mais severa, não deve acontecer agora.

Para o setor de franquias, a volta à normalidade também passa por analisar a situação de regiões menos afetadas e abrir o comércio aos poucos.

“Uma reabertura deve começar pela análise da situação da pandemia em cada região, seguida de um planejamento de abertura em fases que reestabeleçam, inclusive, os fluxos que geram movimento para outros negócios – escolas, faculdades, trabalho presencial”, disse André Friedheim, presidente da ABF (Associação Brasileira de Franchising).

Friedheim declara que haverá um protocolo para que as lojas voltem a abrir. Máscaras, limitação da capacidade de atendimento, distanciamento mínimo, oferta de álcool gel e severas práticas de higienização.

O presidente da ABF acredita que o e-commerce deve manter sua força depois da pandemia por poder contar com tecnologias contactless, que vão desde a entrega sem contato, até retirada dos produtos comprados online, algo que já vinha tendo popularidade antes da crise.

Os comentários estão encerrados.

Dúvidas? Confira nosso FAQ