Tudo começa já de pequeno.

Criar gerações mais dispostas a inovar e a serem mais tolerantes e inclusivas, passa por uma educação com menos preconceitos.

No espaço do Google, no VivaTech, pudemos ver um debate que procurou mostrar como a tecnologia na sala de aula ajuda a combater preconceitos e a mostrar a importância da diversidade.

O responsável do Google por atividades de educação, Guillaume Seko, moderou uma conversa com Dipty Chandler, Presidente da Associação E-mma, Philippine Dotbeau, Fundadora da NewSchool e Athina Marmorat, fundadora e diretora da Associação Rev’elles, sobre como a educação pode ser um exemplo de aceitação.

Philippine, da NewSchool, discorreu sobre a metodologia de sua escola, que utiliza ferramentas digitais para divertir enquanto ensina e agrupa os diferentes alunos, mostrando o mundo sob outra lente, mais ampla e mais inclusiva.

A associação E-mma visa promover a diversidade de gênero no domínio digital, quase que exclusivamente masculino.

Segundo Dipty Chandler, a E-mma incentiva as mulheres a recuperarem o espaço que foi retirado por sua educação e cultura.

Para Dipty, nenhuma área pode ser produtiva se não for composta de homens e mulheres. Por isso, seu trabalho compreende encorajar os homens para trabalharem juntos, de mãos dadas, em um futuro onde a diversidade seja rigorosamente natural, sem distinções.

Já a Rev’elles, dirigida por Athina Marmorat, propõe-se a ajudar mulheres humildes e conquistarem um espaço justo no mercado e na sociedade. Ela Inspira, motiva e acompanha as jovens de origem popular em seu desenvolvimento pessoal e profissional para torná-las atores da sociedade em que vivem.Além disso, atua em prol da diversidade e da valorização da mulher nas escolas, no mercado de trabalho e nas atividades sociais.

Elas utilizam metodologias que constroem empatia, preparam as mulheres para que possam ganhar confiança e progredir tanto pessoal quanto profissionalmente.

A tecnologia funciona como uma facilitadora para conectar as mulheres e criar redes de apoio e parcerias que abrem negócios e oportunidades.

Com mais confiança na formação escolar, na transmissão de informação para conscientização dos homens e na qualificação, cada uma dessas instituições apoiadas pelo Google ampliam seu alcance e trazem mais segurança para as mulheres.

Um dos pontos mais importantes na sensibilização em torno da diversidade exprimido pelas executivas do debate, foi a incorporação de técnicas de produção de inovação nas empresas: colaboração, trabalho de equipe, metas concretas e monitoramento da trajetória profissional desse público.

Um dos objetivos dessas iniciativas em prol da diversidade é também tornar a área de TI mais acessível, menos hostil às mulheres.

Para isso, é necessário que as escolas trabalhem a presença e o manuseio de tecnologias pelas mulheres como naturais.

No caso da E-mme que qualifica profissionais mais humildes, o trabalho visa prepará-las para as atividades matemáticas e de imersão no campo da computação.

O VivaTech também apoia as ações em prol da diversidade.

Durante o evento, o projeto Girls can Code foi lançado, na forma de um road show por diversas cidades francesas, iniciando em Paris em julho e terminando em Nancy em outubro.

O objetivo é incentivar meninas adolescentes a programar e a se sentirem à vontade com a ciência de dados e o desenvolvimento de softwares e tecnologias.

Uma tecnologia inclusiva construída por homens e mulheres pode, sem dúvida, ser ainda mais popular. Talvez, a partir da viabilidade de experiências mais imunes às lacunas e problemas que vivemos hoje.

FONTE: Consumidor Moderno

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